sábado, 14 de junho de 2008

Muito além da esquina...


Então, fugi de casa. Nas palavras da minha irmã caçula, peguei minha mochila, meu ursinho de pelúcia e cai na estrada. Claro que não foi exatamente assim, já que o Leôncio, meu bichinho, só foi pra "minha casa" na outra semana, mas o resto é verdade. Quis mudar de ares!!! To morando em Jardim da Penha, quase pertinho da Ufes. É incrível como minha vida mudou de uma semana para cá. Estou praticamente vivendo com o dinheiro que ganho no estágio, mas isso não impede de eu pegar algumas coisinhas no armário da "casa da mamãe". Nunca pensei que fosse sentir tanta falta da minha irmã e do barulho constante da casa de meus pais, mas comom disse um "amigo" meu, isso serve de crescimento pessoal e sem dúvidas está servindo mesmo. Ainda não estou na minha quase definitiva casa, mas no momento me sinto em casa, o que é muito legal. Embora tenha momentos de verdadeira dona-de-casa, até que está sendo divertido, embora já tenha me trago alguns problemas - o que não é novidade. No fim do mês me mudo para uma república e vou morar com mais quatro meninas e uma delas é de Honduras. Ampliação de network hehe. Pois é, as vezes acho que não sobreviverei um mês "sozinha", mas enquanto existir amigos e RU, lá estará a Cris, feliz e contente.

sábado, 7 de junho de 2008

Nunca Mais

Esta semana descobri algo muito trágico sobre mim: eu não tenho Palavra pra mim mesma!
Como assim? Simples. Meu "Nunca mais" só dura poucas semanas. Às vezes eu digo: Nunca mais vou fazer isso novamente e daqui a algumas semanas, por sorte meses, estou eu lá fazendo tudo novamente. Isso sempre acontece com assuntos relacionados à Ufes, a família, a amigos...enfim, a tudo que me cerca. Dei minha Palavra a mim mesma que não pegaria um monte de matérias no período: peguei seis matérias, um projeto de pesquisa, a coordenadoria de assessoria de imprensa da organização que eu trabalho, meu estão, italiano e espanhol, dança, natação e ainda um novo projeto de rádio. Fora que eu ainda tenho que reservar um tempo para os meus amigos, minha família e às vezes pra mim hehe. Nunca mais voltaria a tal restaurante, e eis que estou lá na outra semana. Nunca mais vou pra este tipo de rock. Um mês depois estou eu procurando roupa para ir no rock que eu odiei. E por ai vai: nunca mais como esta comida, nunca mais bebo, nunca mais visto a esta blusa, nunca mais entro nesta loja, nunca mais saio com alguns amigos... mas o melhor de todos é: Nunca mais falo com "fulano". Essa é clássica. A última vez durou 2 meses e 22 dois dias para ser mais exata. Resolvi agora que só farei promessas a amigos, gente da família, professores ou a qualquer outra pessoa... mas se bem que, toda vez que eu prometo algo a mim mesma eu conto a eles o que eu prometi e embora eu diga que "desta vez é sério mesmo" nem eu acredito mais nisso.

Momentos: Calourada de engenharia


kkkkkkkkkkcada coisa que me acontece. Eu e uns amigos fomos na calourada de engenharia 2008/1 no último dia 31. Era sábado, estava frio e começou a chuviscar. Pensei: já vai ter desistência, quando o telefone toca. Era a Quel, dizendo que talvez não iria por causa do "quase mal tempo". Depois de um draminha básico por parte de ambas, juntamos a galera e fomos pra lá. Para variar o rock estava lotado e encontrei tanta gente conhecida que parecia um rock particular...rs. Enfim, depois de muitas idas e vindas, eis que encontro a Cíntia, já meio alegre tanto quanto a gente, e fui colocar a fofoca em dia... passado 5 minutos, me aparece um estudante de engenharia, bonito e com ar de intelectual. Não me lembro do nome dele, nem do curso porque isso não foi, digamos, o seu referencial. Depois de se apresentar a mim, ele começou a falar coisas que realmente me assustaram.

Ele: você é de que curso?

Cris: Jornalismo

Ele: então você deve gostar muito de ler.

Cris: sim....eu gosto muito...

Ele: então deve gostar de poesias....

Cris: Eh...

Ele: eu faço poesias, vou recitar uma pra você...

E foi neste momento fatídico do rock que eu simplesmente me virei e "dei o ninja".

Ah não gente, concordo que poesias são maravilhosas e eu adoro lê-las, mas vamos combinar que lá era um rock, e de engenharia. Sinto muito, não dá mesmo. Eu ainda pensei que fosse algum tipo de marketing de promoção pessoal, mas nao é que o garoto estava falando sério? Quando passei num rock da Ufes, na quinta, o FUMEI (Festival Universitário de Música Experimental Independente), eis que o poeta estava no palco recitando duas poesias de sua autoria. Não preciso nem dizer que as risada e zoações para o meu lado foram quase unificadas...rs É incrível como coisas assim acontecem somente quando estou perto dos meus amigos.