sábado, 10 de outubro de 2009

Flanelinhas

Residência, quarta-feira (07).
Hoje o dia começou triste. Assim que cheguei na nossa sala descobri que um colega nosso, o PC, havia falecido. O clima estava pesado e ruim. Muitos da Ufes que lá estavam ficaram muito tristes e foram dispensados. Era o dia da palestra da Cintia Bento, editora do Dia a Dia do jornal A Gazeta. Bem, como o tempo nao para porque estamos tristes, a agenda seguiu como o planejado. Ela começou a ser metralhada por um monte de perguntas nossas e, mesmo tímida, respondeu a todas de uma forma muito simpática e educada, e dava para ver a bagagem de infomrações que ela tinha ao longo de tantos anos no jornalismo. Ficava pensando, será que algum dia chegarei a ter tanto conhecimento quanto ela? Espero que sim.
Bem, na parte da tarde fomos para as redações e, consequentemente, para as ruas \o/. Grudei na Letícia Gonçalves, repórter de rua do Gazeta Online/CBN. A pauta dela era sobre os flanelinhas da Cidade Alta. Fomos para lá. Eu, feliz da vida e com a maior cara de foca do mundo, pois tudo para mim era novidade, já tava feliz e saltitante só pelo fato de entrar no carro caracterizado. Mas confesso que estava com medo daquelas pessoas que sempre estão nos noticiários, na maior parte das vezes, de forma negativa. Me enganei.
Diferentemente da Praia do Canto, as pessoas que frequentam a Cidade Alta, no Centro de Vitória, têm muito respeito pelos flanelinhas. Ao menos foi o que percebi. Têm alguns guardadores que estão lá há mais de duas décadas e sustentaram suas famílias com esse dinheiro. Embora eu não acredite que eles ganhem somente um salário mínimo como eles disseram. Um fato engraçado foi quando eles erraram na matemática. Os flanelinhas do estacionamento rotativo ganham dinheiro com a venda de cartões para estacionamento temporário. Eles compram por R$1,50 e vendem por R$2,00. Ou seja, ganham R$0,50 por cada cartão vendido. Só que um deles me disse que vende 40 cartões ao dia e tira, com isso, 20 ou 30 reais por semana. 0O Ah, me polpe! Eles tiram vinte reais só por dia só com isso, fora com o estacionamento normal e com a lavagem de carros. Ri muito disso.
Depois a Letícia preparou um flash ao vivo para a CBN Notícias e, pela primeira vez, eu percebi a rapidez de um raciocínio de um repórter multimídia.
Chegamos na Redação e eu bombardeei o Rodrigo Rezende a a LEtícia com as minhas inúmeras perguntas. Eles, muito simpáticos, nao me responderam com toda a paciência do mundo. Não sei se eu teria tanta paciência qunato eles. Acho que sim, sei ser maternal de vez em quando rs. Saí de lá às 19h e da Gazeta às 20h. Nem preciso dizer que cheguei implorando por cama né? mas nao, ainda tive que estudar o projeto de pesquisa. Ossos do ofício.

Nenhum comentário: